ESCRITORAS CABENSES E O PROTAGONISMO DA MULHER NA LITERATURA

Escritoras do Cabo de Santo Agostinho se encontram na próxima sexta-feira, 08 de abril, para realizar uma noite literária na Câmara de Vereadores da cidade, e debater sobre o “Protagonismo da Mulher na Literatura”. As autoras: Lilian Farias, Magali Polida, Neilza Buarque,Priscilla Ferreira e Tereza Soares, formam o Quinteto Literário e são elas que, neste dia, estarão recebendo convidados e o público em geral e lançando suas recentes publicações. O evento acontecerá á partir das 19h, na Rua Tenente Manuel Barbosa da Silva, 131, no Centro.
Segundo a organizadora do encontro, Magali Polida, “o evento é uma oportunidade de comemorar o êxito cultural da cidade para o segmento e o crescimento do interesse da população feminina na literatura”. As autoras de Bichomemulher, O Indizível, A Menina do Panapaná, O Céu é Logo Ali, Um Encontro Fatal, Mulheres que Não Sabem Chorar e Espectro lançaram recentemente os títulos, alguns com participações na Bienal de Pernambuco, e são profissionais de diversas áreas, tais como Jornalismo, Administração, Serviço Social e Direito.
Os livros abordam temas como romance, erotismo, sexualidade, liberdade, amor, preconceito, homossexualidade, violência sexual, alcoolismo, ecologia e temas sociais.

Festa de São José Operário do Cabo de Santo Agostinho

A tradicional Festa acontece de 22 de abril a 1° de maio

Centenas de fiéis estiveram envolvidos em cada detalhe do evento, que este ano, além de homenagear o padroeiro da Paróquia São José Operário também tem como objetivo angariar fundos para a conclusão das obras da nova Igreja Matriz da comunidade.
Com o tema “Com São José, unidos em uma só obra”, a festa conta com missas, procissões, apresentações culturais, barracas de lanche e um espaço de catequese montado especialmente para as crianças (Salão dos Anjinhos). As atividades são realizadas na Igreja Matriz (ainda em fase de construção), situada na Vila Social, próxima ao Centro do Cabo.
A identidade visual da Festa de São José Operário 2016 buscou valorizar a cultura nordestina, inspirando-se em elementos como o cordel, a xilogravura, a linguagem matuta e o autêntico forró pé-de-serra, bem como em São José, procurando destacar a figura do trabalhador, do operário, do Pai, do homem nordestino que não foge da luta e que trabalha incansavelmente em busca de seus sonhos.
História – A Paróquia São José Operário do Cabo foi erigida em 15 de maio de 1964, por decreto de Dom Helder Câmara, que escolheu São José Operário como padroeiro por acreditar que essa região seria propícia para a instalação de fábricas e indústrias. A princípio, a sede da Paróquia funcionou, provisoriamente, na Igreja Nossa Senhora do Carmo, no bairro da Destilaria. O primeiro pároco foi o Pe. Clodomiro Tavares de Sá, cuja administração durou até 1971, quando assumiu o Pe. Paulo Speekenbrik, que demonstrou nesta época a vontade de instalar a Matriz em um prédio e terreno próprios. Após anos de campanhas a Igreja Matriz, situada na Vila Social, foi inaugurada, em 1º de maio de 1986.
Nova Igreja Matriz – Nos últimos anos, a antiga Igreja Matriz (conhecida como Igreja Redonda) vinha apresentando diversas rachaduras, goteiras e infiltrações, e havia ficado pequena para comportar um número maior de fiéis. Com capacidade para 170 pessoas, nas missas de domingo chegava a receber quase o dobro.
Para oferecer mais conforto à comunidade e uma melhor estrutura, a Paróquia iniciou em 2012 uma campanha para arrecadar fundos e já está construindo um novo templo. Com 660 m², a nova Igreja terá capacidade para 420 lugares sentados e infraestrutura ideal com acessibilidade, comodidade e boa iluminação. Na área externa, estacionamento para 15 veículos e área de convivência. As obras começaram no final de 2014. Agora, a obra encontra-se em fase de acabamento.

Vado da Farmácia: o remédio amargo e os efeitos colaterais

Paulo Rocha – Quando a gente pensa que já viu tudo nesta vida, vem Vado da Farmácia, prefeito do Cabo, e demite de uma vez só 828 funcionário (segundo a Folha PE) de uma tacada só, incluindo todos os secretários municipais. O fato aconteceu dia 05 de janeiro, pegando muita gente ainda de ressaca das festas de ano novo.
Mesmo exonerado, coube ao Secretário de Imprensa Carlos Sinésio espalhar notas pouco convincentes sobre a atitude do ex-pupilo de Lula Cabral: a justificativa até o fechamento desta edição foi a de enxugar a máquina, embora não se entenda porque deixar acéfalas as secretarias e porque mandar embora tanta gente de uma vez só.
Colocada como “responsável e corajosa”, a medida só confirmou a impressão geral de que o gestor não tem a mínima condição de gerir uma das grandes cidades da Região Metropolitana do Recife, que abriga grande parte do território empresarial de Suape (o lado vencedor) e é carimbada nos programas policiais como A cidade da morte (o lado perdedor).
Que a chamada Crise lançou suas asas sobre os municípios é obvio, mas gestos tresloucados e antimidiáticos como este não ajudam em nada nem o município, que fica à deriva, nem o gestor que dizia até pouco tempo que disputaria a reeleição.
A medida intempestiva, além de colocar um ponto final nas pretensões de Vado à reeleição, foi um prato cheio para oposições de todos os matizes, incluindo aí os inimigos que dormem na mesma trincheira.

A vice
Edna Gomes, vice-prefeita que abandonou o barco assim que detectou o primeiro buraco no casco, publicou logo uma nota de repúdio, onde se declara indignada mas ressalta que o orçamento previsto para 2016 subiu de 600 milhões (em 2015) para 755 milhões (em 2016), uma alta de nada menos que 25% em números redondos, algo como duas vezes e meia a inflação do ano. A Prefeitura do Cabo não contestou estes números. Também lançou uma rede de suspeitas sobre as aquisições materiais do atual prefeito, citando a compra de jetski, motos, apartamento, casa de campo e “otras cositas más”, a seu ver incompatíveis com o salário de 15 mil do prefeito.

O mentor
Já Lula Cabral, conhecido e reconhecido como o “inventor” de Vado da Farmácia, também não poupou críticas ao ex-aliado, dizendo que ele rompeu uma aliança já no segundo mês do mandato, dizendo, por linhas tortas, que também foi traído.
Já Betinho Gomes, filho do gestor de Jaboatão Elias Gomes e quer ser califa no lugar do califa do Cabo de qualquer jeito, chamou em nota o prefeito Vado de incompetente e incapaz, fazendo um viés eleitoral para atacar Lula Cabral (arqui-inimigo dos Gomes e principal adversário de Betinho nas próximas eleições), atribuindo ao ex-prefeito a culpa de toda a “tragédia” vivida pelos cabenses.

Bocão
O presidente da Câmara de Vereadores do Cabo de Santo Agostinho, Anderson Bocão (que não se operca pelo nome) também não deixou passar o bonde, garantindo (dia 06 de janeiro) que acionaria o Ministério Público, para solicitação de contratos de funcionários e de fornecedores. “Queremos ter acesso às contas da Prefeitura, aos contratos de fornecedores e de funcionários”, afirmou Bocão. Coisas que deveriam estar no Portal da Transparência do município, não é mesmo, nobre vereador?
Embora Vado da Farmácia fosse declarado, no início da crise, como se estivesse “em lugar incerto e não sabido”, a Prefeitura do Cabo soltou algumas notas oficiais, primeiro dizendo que o objetivo da gestão era reduzir em 40% as despesas com cargos comissionados, e que a economia seria de 10 milhões, dia 05 de janeiro. O que nos leva a pensar que a despesa com cargos comissionados é de estonteantes 25 milhões de reais anuais, e que os cargos, segundo as contas sugeridas pela nota, podem chegar ao número absurdo de cerca de 2 mil cargos comissionados!
Em outra nota dia 07 de janeiro, a Prefeitura do Cabo de Santo Agostinho repudia as declarações de Lula Cabral, acusando-o de “tirar proveito político” da atual situação de crise. A nota também diz que a vice-prefeita Edna Gomes “age a serviço do deputado Cabral” e que torce pelo “quanto pior, melhor”.

Outros casos
A atitude do prefeito Vado da Farmácia não é inédita. Outras prefeituras já tomaram a mesma medida, embora sob situações diferentes. Cabo Frio, “xará” do Cabo de Santo Agostinho, começou a demitir dia 06, um dia depois de Vado, nada menos que cinco mil comissionados e contratados, além de pedir, gentilmente, que os secretários entregassem o cargo. Outros prefeitos país afora estão usando o mesmo expediente, desde meados de 2015.

Vamos pensar?
O subterfúgio do “Cargo Comissionado (CC)”, usado em todo o país e em todas as instâncias  para encaixar amigos, colaboradores, cabos eleitorais, amigos, parentes e apaniguados de vereadores, restos mortais de perdedores coligados, nunca foi uma coisa assim, tipo “republicana”. Incha as máquinas com fantasmas ou com incompetentes e deslocados, apenas para contemplar um possível apoio político, ou anterior ou posterior. É uma excrescência que precisa ser deletada do serviço público ou reduzida ao estritamente necessário, aos “Cargos de Confiança” que devem ser limitados por órgãos como o Supremo Tribunal Federal ou outro órgão com poderes para tanto.

O povo
Apesar das primeiras manifestações indignadas, devagar silencia o povo cabense, muitos preocupados não com o ocorrido, mas com as possibilidades de um novo mandatário. Vão seguir este ou aquele candidato e vão babar com suas promessas, sem seguir o próprio caminho.
A grande possibilidade para 2016 é o Cabo de Santo Agostinho fazer suas apostas na “mudança” (Betinho Gomes) ou na “certeza” (Lula Cabral). Divididos, vão usar ou azul ou vermelho, vão defender , vão brigar, ostentar bandeiras e adesivos, a maioria sem saber que são faces da mesma moeda.

Cabo de Santo Agostinho não patrocinará carnaval em 2016

Decreto proibe distribuição de verbas e realização de eventos pelo município, com excessão do Bal Masqué da Pessoa Idosa

Devido à grave crise econômica que atinge o País, a Prefeitura do Cabo de Santo Agostinho publicou decreto proibindo a concessão de verbas, subvenções, ajuda de custo, patrocínios e realização de qualquer evento relacionado ao Carnaval em 2016. O único evento a ser realizado será o já tradicional Bal Masquè da Pessoa Idosa e com Deficiência. O decreto Nº 1.396 foi publicado na última semana no Diário Oficial dos Municípios de Pernambuco. Ele torna pública a inviabilização de gastos no período carnavalesco, considerando a progressiva queda da receita municipal.
“O decreto partiu de uma preocupação do prefeito Vado da Farmácia com as dificuldades enfrentadas pelo município para honrar os compromissos financeiros da prefeitura, devido à crise econômica que vem assolando todo o País. Infelizmente, com a queda da receita municipal, a gestão proibiu a concessão de verbas para esse período”, explicou o secretário de Cultura e Lazer, Rinaldo da Costa. Fica mantido o apoio dos serviços públicos essenciais por parte do Poder Público Municipal, a fim de assegurar os direitos constitucionalmente estabelecidos (SECOM).

Agora é aguardar e ver quantos municípios vão seguir o exemplo do Cabo de Santo Agostinho

Shineray é a terceira no total de emplacamentos no país

Montadora Shineray no Complexo Industrial de Suape, no Cabo de Santo Agostinho. Foto: Divulgação

Shineray assume terceira posição no total de emplacamentos de veículos de duas rodas no Brasil
De acordo com os dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (FENABRAVE), o segmento de duas Rodas apresentou alta de 18,34% entre os meses de outubro e novembro de 2015 apesar de uma queda no acumulado dos últimos doze meses ou até mesmo em se comprando o período de novembro de 2014 e 2015. E o item responsável pelo crescimento são os ciclomotores da marca, que apresentaram 449% de aumento de registros entre os dois meses (1.067 em outubro contra 5.858 unidades emplacadas no mês subsequente).
Credita-se a isso a obrigatoriedade de emplacamento das chamadas cinquentinhas a partir da implantação da Lei 16.154/2015, que repassou aos estados a responsabilidade do licenciamento e registro dos produtos. No levantamento da Fenabrave, liberado nesta terça (1 de dezembro), a fábrica pernambucana Shineray assumiu a terceira posição no total de emplacamentos no segmento de duas rodas n país, com uma fatia de 6,51% no total de registros em novembro de 2015.
A Shineray do Brasil - Desde 2005, quando chegou ao Brasil, a marca Shineray trouxe um novo cenário para o segmento de duas rodas, oferecendo produtos a preços acessíveis e de qualidade. Consolidada no mercado nacional Duas Rodas, a Shineray inaugurou em junho sua primeira montadora fora do país de origem, instalada no Complexo industrial de Suape. A planta industrial é a primeira do Brasil a fabricar motos fora da Zona Franca de Manaus. Em uma área de aproximadamente 210 mil m², a montadora recebeu investimentos de R$ 130 milhões e a unidade terá uma capacidade de produção total de 250 mil unidades por ano com emprego de 250 profissionais.
Os números completos da Fenabrave estão disponíveis em http://tinyurl.com/q8hex4x

Cabo é vice-líder no ranking de transparência no estado

Jaqueline Mota – Secom/Cabo – O Tribunal de Contas do Estado (TCE) de Pernambuco divulgou, nesta terça-feira (01/12), o Índice de Transparência dos Municípios Pernambucanos (ITMPE). Nele, o Cabo de Santo Agostinho aparece como o segundo município mais transparente do Estado, com 648 pontos, perdendo apenas para a capital Recife.
O ranking do TCE aponta os resultados das avaliações dos Portais da Transparência de cada um dos municípios pernambucanos. Foram avaliados 51 critérios, subdivididos em 149 subcritérios, incluindo a utilização de recursos tecnológicos e o conteúdo exposto nos portais e sites para o cumprimento das Leis de Responsabilidade Fiscal (LRF) e de Acesso à Informação.
A controladora geral do município, Alinne Torreão, explicou que a classificação no índice foi recebida com satisfação e mostra o empenho do governo municipal em fazer uma gestão cada vez mais transparente. “Compreendemos que estamos no caminho certo. A Controladoria vem se empenhando para cada vez mais atingir o cumprimento da Lei de Acesso à Informação (Lei n° 12.527/2011). Formamos um grupo de trabalho onde nos reunimos mensalmente visando buscar melhoras na Transparência Pública, através do nosso Portal da Transparência”, enfatizou.
Aline ressaltou ainda que a gestão vem buscando melhorar o acesso à informação, tanto por meio dos canais virtuais, quanto por meio de canal presencial, à exemplo do Serviço de Informação ao Cidadão (SIC), uma central de atendimento ao público localizada no Centro Administrativo Municipal (CAM), no bairro da Torrinha, criado para atender a população de maneira presencial. “O SIC foi um avanço, conseguimos implantar o espaço físico para atender os cidadãos da melhor forma possível. Também já tínhamos funcionando o Sistema Eletrônico de Serviço de Informação ao Cidadão (e-SIC)”, informou.
Confira os cinco primeiros colocados no ranking:
1º) Recife – 761,50 pontos
2º) Cabo de Santo Agostinho – 648,00 pontos
3º) Cachoeirinha – 641,50 pontos
4º) Garanhuns – 638,25 Pontos
5º)Pesqueira – 616,50 pontos

Moradores de Suape denunciam ameaças de morte

Foto: Thays Estarque/G1

Denúncias fizeram parte da audiência realizada na Câmera dos Vereadores do Cabo
Por Sandra Miranda (Com informações do G1 PE) – Ameaças de morte, apreensão de material de construção, destruição de residências, lavouras, poços e intimidação. Esses foram os relatos dos moradores que residem no entorno de Suape. Eles afirmam que os constrangimentos acontecem por parte de seguranças contratados pelo Complexo Portuário. Os relatos foram tema de uma audiência pública que aconteceu dia 01 de dezembro, na Câmara dos Vereadores do Cabo de Santo Agostinho.
As denúncias são graves contra o Complexo. Segundo pescadores e agricultores, a administração estaria tentando retirá-los do local onde moram, alegando que a área pertence a empresa.  Alguns moradores, possuem documentos que comprovam a posse dos terrenos.
O agricultor Antônio Souza, que representa o engenho Itabatinga, afirma que as terras foram doadas pela Usina Santo Inácio para os trabalhadores, em 1972. “Eles deram esse pedacinho de terra para os trabalhadores da usina viverem e morarem. Porém, quando houve a venda e compra da usina por Suape, tudo foi junto. Só que Suape agora quer a terra, que já é nossa, onde criamos nossa família e plantamos nosso sustento”, disse.
Segundo Antônio, o Complexo ameaça a comunidade desde 1979 e não permite que trabalhem nas terras que moram. “Se plantar um pé de coco, eles mandam arrancar. Batem lá em casa armados, dizendo que vão derrubar. A gente só quer que Suape nos deixe em paz”, diz.
A advogada da Pastoral da Terra, Gabriela Rodrigues, confirma que os problemas são antigos. ”Essas reclamações são ancestrais. São expulsão de posseiros, derrubada e queimada de casas, confisco de material de construção, ameaças e agressões. Tudo isso é constante e só quem vive isso é que sente, por isso as pessoas têm medo de denunciar”, diz.  Para a advogada da Comissão Pastoral da Terra, Mariana Vidal, as ações infligem os direitos humanos.
Em resposta, a coordenadora executiva jurídica de Suape, Caroline Cavalcante, disse que a segurança privada é contratada somente para proteger a área do complexo e negou ter conhecimento do uso de armas por parte dos funcionários. “Desconhecemos e não concordamos com esse tipo de ação.  As denúncias devem ser apuradas e, caso encontrem provas de algum ato de violência, os responsáveis serão penalizados”, afirma.
Caroline também explicou os casos de apreensão de bens e disse que o fato acontece em parceria com a Prefeitura do Cabo . “O governo municipal e o Complexo apreendem os materiais e alojam em um local de Suape, por falta de área por parte da Prefeitura”, alega.
O Ministério Público Federal (MPF) afirmou que vai analisar e ver se é possível assumir de forma direta o caso. “Quando há violações de direitos humanos, o Ministério Público Federal só atua quando as instituições estaduais, por razões diversas, não chegam a um acordo para solucionar o problema”, explica o procurador da República, João Paulo Holanda.
O presidente da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Pernambuco, Deputado Edilson Silva (PSOL), informou que, com relação aos bens dos moradores, recolhidos por Suape e pela Prefeitura, o assunto será debatido com os dois órgão. “Primeiro para estabelecer uma normalidade quanto a isso e depois para poder devolver às pessoas o patrimônio que é delas”, disse.
O parlamentar esclarece ainda, que deve ser estabelecido um Termo de Ajustamento de conduta (TAC) para garantir que não haja tolerância com pessoas armadas nas áreas do complexo. “ Realizaremos uma busca dos Boletins de Ocorrência e vamos instaurar um inquérito com a Polícia Civil e o Ministério Público para que possamos tirar conclusões sobre o caso e solicitar ao MPPE que abra um procedimento junto a Polícia Federal, para que ocorra uma investigação a fim de identificar os responsáveis”, esclarece.

Editorial: A erosão e a situação de emergência no Cabo

Erosão em Enseda dos Corais em 2013. Foto: reprodução

O Prefeito do Cabo de Santo Agostinho, Vado da Farmácia, decretou situação de emergência nas praias do município, em decreto publicado no Diário Oficial, na página eletrônica da Amupe – Associação dos Municípios de Pernambuco, no dia 04 de novembro.
A justificativa do gestor é o avanço do mar e suas consequências. Até aí, tudo bem, não fosse esste um problema antigo, presente muito antes que assumisse, em 2012, e relatado em jornais e telejornais, objeto inclusive de projetos do governo estadual (e representantes da prefeitura participaram de audiência pública, na Câmara do Cabo, sobre estes projetos) que infelizmente ainda não saíram do papel. Jaboatão, com idêntico problema, foi à luta e resolveu, em sua maior parte, o problema, típico de cidades litorâneas, sem decretar estado de emergência e com transparência no que diz respeito às obras necessárias, seus custos e a origem dos recursos. No Cabo, nada de concreto foi realizado até agora.
Diz o Tribunal de Contas da União que um prefeito, pode, sim, decretar situação de emergência, mas com alguns critérios. Veja as “normas” do TCU:  “Situação de emergência: situação anormal, provocada por desastres, causando danos e prejuízos que comprometam parcialmente a capacidade de resposta do poder público do ente atingido; Assim como a Calamidade Pública, pode ser decretada tanto pelo prefeito quanto pelo governador. Todavia, se forem decretadas pelo prefeito, precisam de homologação do governador e reconhecimento do Ministro da Integração Social para ter validade estadual e federal, respectivamente”.
Não sabemos ainda se Paulo Câmara ou algum ministério validou o decreto, gerado em 15 de outubro de 2015. Nem nos parece que o problema, repito, existente há muito tempo, possa ser caracterizado como desastre ou como calamidade pública.
Por outro lado, não houve publicidade da decretação, nem na própria página da Prefeitura na Internet. E que desastre é esse que permite que continuem sendo realizados eventos na orla, inclusive com o apoio da Prefeitura do Cabo?
A preocupação não é com o estado de emergência em si, mas com o “pacote” que vem embutido na declaração. O fato é que tal decreto permite que se façam, no prazo de 90 dias, contratações sem licitações para obras, o que deixa a população com a pulga atrás da orelha, principalmente porque em parte alguma a gestão diz que obras emergenciais seriam estas.
Está na hora de a gestão do Senhor Vado da Farmácia explicar direitinho o tamanho do desastre, qual o perigo que os moradores da orla correm e o que será feito para resolver o problema do avanço do mar no Cabo de Santo Agostinho.

Filarmônica XV de Novembro comemora 101 anos no Cabo

Foto: Divulgação
Neste dia 13 de novembro, às 19h, a Banda Filarmônica XV de Novembro Cabense comemora seus 101 anos de reorganização premiando a população com grande concerto na igreja matriz de Santo Antônio, centro do Cabo de Santo Agostinho. O concerto terá apresentações de grupos musicais formados por componentes da banda e homenagens a personalidades que fazem ou fizeram parte dessa trajetória. E pra finalizar, o grande concerto da banda aniversariante.
A Filarmônica XV de Novembro foi vencedora de inúmeros concursos no século passado, e contribui de maneira significativa para a difusão da música do estado de Pernambuco.

Fachuca abre inscrições para cursos de extensão

O núcleo de extensão da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas do Cabo de Santo Agostinho (Fachuca) está lançando o projeto Campi Aberto, e vai oferecer cursos de Oratória, Libras e Coaching. As inscrições já estão abertas. Para se matricular em um dos cursos, os interessados deverão se dirigir à sede da Instituição, que fica no bairro da Destilaria. Para o curso de oratória o valor do investimento é de R$ 350, para o de Libras R$ 400 e para o de Coaching R$ 250, os valores podem ser parcelados em até 4x em cartão de crédito.
O curso de oratória terá início em ainda no mês de novembro, será ministrado pela professora/ Doutora da UFRPE, Renata Barbosa Vicente. O curso de Libras terá inicio na última quinzena de novembro e será ministrado pelas professoras especialistas Micheline Isabel de Oliveira e Bruna Lucena de Barros. Já o curso Coaching terá inicio na primeira quinzena de Janeiro de 2016 e será ministrado pelo professor Emerson Tenório ,especialista em RH. Os cursos serão em períodos integrais e realizados quinzenalmente aos sábados, com duração de três sábados para Oratória e Libras e dois sábados para Coaching.
De acordo com a diretora da Fachuca, Tereza Lyra, o núcleo de extensão da faculdade foi inaugurado em agosto deste ano e vai oferecer diversos cursos. “A intenção é oferecer cursos de extensão nas diversas áreas do conhecimento, queremos abrir a Autarquia para a população e também oferecer um ensino diferenciado aos nossos alunos, que terão oportunidade de se aperfeiçoarem”, ressaltou. Tereza Informou ainda que a proposta é abrir quatro novos cursos de extensão em 2016.
Quem deseja obter mais informações sobre o Projeto Campi Aberto e os cursos de extensão oferecidos pela Fachuca, podem entrar em contato pelos telefones: (81) 3521-0400/ 3521-0483/ 3524-1481.
Texto: Jaqueline Mota – Secom /Cabo